RM Centro AutomotivoSão Paulo, desde 1991

Programar sensor TPMS: scanner, reaprendizado e sensor universal

Programar o sensor TPMS é fazer o carro reconhecer o sensor novo. Há três tipos de reaprendizado: automático, em que o carro aprende rodando; estacionário, com ferramenta de ativação e uma sequência da montadora; e via OBD, com scanner ligado na tomada de diagnóstico. O sensor universal ainda precisa receber o protocolo do carro antes de ir para a roda.

Scanner de TPMS Autel MaxiTPMS TS508 da RM sobre a bancada
O Autel MaxiTPMS TS508 da RM ativa o sensor, programa o universal e faz o reaprendizado no carro

“Troquei o sensor e a luz continua piscando”

Pode acontecer com quem compra o sensor pela internet e manda montar. A peça está certa, a vedação também, e a luz do pneu segue piscando ao ligar o carro. Falta a parte que não aparece: programar o sensor TPMS e fazer o carro reconhecer a peça nova. Em muitos carros isso pede um scanner de TPMS. Em outros, o carro aprende sozinho rodando.

Programar e reaprender são duas etapas

No dia a dia, as duas coisas levam o mesmo nome, mas acontecem em lugares diferentes.

A primeira acontece no sensor. O sensor universal chega em branco e recebe, por uma ferramenta, o protocolo do carro em que vai trabalhar. O sensor original pula essa etapa, porque já sai de fábrica configurado para aquele modelo.

A segunda acontece no carro. É o reaprendizado, o relearn dos manuais em inglês: a central grava a identificação de cada sensor novo e passa a acompanhar aquela roda. Essa etapa vale para o original e para o universal.

Quando o carro precisa reaprender os sensores?

A Bartec, fabricante americana de ferramentas de TPMS, aponta dois momentos: quando um sensor é substituído e quando as rodas passam por rodízio. Sem o reaprendizado, o carro não reconhece o sensor e o sistema acusa falha. É a luz que pisca ao ligar e depois fica acesa, explicada em luz do pneu no painel.

Os três tipos de reaprendizado

Cada montadora define como o carro aprende um sensor novo. A Bartec agrupa os procedimentos em três tipos e estima quantos carros usam cada um:

Tipo Como funciona Precisa de ferramenta? Parcela dos carros, pela Bartec
Automático O carro aprende o sensor novo sozinho enquanto roda, por um tempo e uma velocidade mínimos Não Cerca de 39%
Estacionário Com o carro em modo de reaprendizado, uma ferramenta ativa cada sensor seguindo a sequência da montadora Sim, ferramenta de ativação Cerca de 25%
Via OBD A ferramenta lê cada sensor e o scanner, ligado na tomada de diagnóstico, grava as identificações na central Sim, ferramenta e scanner Cerca de 36%

Os percentuais são da Bartec, empresa americana, e servem como ordem de grandeza. O que manda é o procedimento do seu carro. No estacionário, a sequência pode envolver ciclos de chave e pedal de freio, e o carro pode confirmar o fim com a buzina ou as luzes piscando. A Bartec também observa que cada vez mais montadoras exigem scanner para concluir o serviço.

O que o scanner de TPMS faz?

O primeiro trabalho é ativar o sensor. A ferramenta manda um sinal, o sensor responde com a identificação, a pressão e a temperatura, e dá para saber qual roda está sem resposta. Por isso a leitura vem antes de qualquer troca.

Quando o sensor é universal, a ferramenta grava nele o protocolo do carro. E nos carros com reaprendizado via OBD, o scanner transfere as identificações para a central, pela porta de diagnóstico.

A ATEQ, fabricante de ferramentas de TPMS, descreve esse fluxo em dois passos. Primeiro o técnico ativa cada sensor e captura a identificação dele. Depois conecta o scanner e passa essas identificações para o carro. Segundo a ATEQ, o caminho via OBD é mais controlado que o estacionário, porque depende menos de acertar uma sequência de ciclos de chave.

Por que o sensor universal precisa ser programado?

Porque ele é feito para servir em muitos carros. A publicação do setor Autosphere explica a diferença. O sensor original é programado para ano, marca e modelo de um carro, e às vezes serve em alguns outros da mesma montadora. O universal cobre uma gama bem maior com poucos modelos de peça, mas em geral chega em branco e precisa receber o software do carro antes do uso.

A forma de programar varia de marca para marca. A Huf diz que o IntelliSens já traz os protocolos instalados e é configurado em segundos por uma ferramenta de diagnóstico. Ele pode ser regravado e aceita cópia da identificação do sensor antigo, o que a Huf chama de clonagem. Há também sensores que já saem configurados para vários carros, como o REDI-Sensor da Continental, que a Autosphere cita como exceção.

Dá para programar sensor TPMS sem scanner?

Em parte dos casos, sim. Se o carro faz reaprendizado automático e o sensor já conversa com ele, seja original, seja pré-configurado, basta rodar pelo tempo que o manual indica. Fora disso, não tem atalho:

  • sensor universal em branco precisa de ferramenta para receber o protocolo;
  • carro com reaprendizado estacionário precisa da ferramenta de ativação;
  • carro com reaprendizado via OBD precisa do scanner na tomada de diagnóstico.

E mesmo quando o carro aprende sozinho, alguém precisa saber antes qual sensor falhou. Sem leitura, a troca vira aposta. Se a suspeita é bateria, o motivo e a vida útil estão em sensor TPMS tem bateria.

Da leitura ao sensor reconhecido

Aqui o serviço começa pela leitura com scanner, que aponta o sensor sem resposta. A RM vende o sensor compatível, faz a troca com o pneu desmontado e kit de vedação novo e programa o sensor para o carro reconhecer. O modelo e o ano definem qual sensor serve e como o carro aprende o novo. O passo a passo está na página do serviço de sensor TPMS, e a diferença entre sistema direto e indireto, em sensor TPMS: o que é e como funciona.

Quem manda as rodas para recuperação ou pintura resolve o sensor no mesmo atendimento.

Seu carro aprende rodando ou precisa de scanner? Manda o modelo e o ano, que a gente responde.

Fontes consultadas

O que a RM faz

Leitura com scanner, troca, venda e programação do sensor TPMS, o sensor de pressão que fica dentro da roda. Avaliação pelas fotos, sem compromisso, na oficina do Butantã, São Paulo.

Perguntas frequentes

Respostas curtas para o que mais chega no WhatsApp da RM. Cada caso é confirmado na avaliação.

Sensor original também precisa ser programado?

O sensor original já vem configurado para aquele carro, então não precisa receber protocolo. O carro, porém, ainda precisa reconhecer a identificação dele, pelo reaprendizado que a montadora prevê: rodando, com ferramenta de ativação ou com scanner na tomada de diagnóstico.

Por que o carro não reconhece o sensor novo sozinho?

Porque cada sensor tem uma identificação própria, e a central do carro só acompanha as que tem gravadas. Nos carros com reaprendizado automático, ele aprende rodando. Nos outros, a identificação nova precisa ser gravada com ferramenta de ativação ou scanner.

Dá para copiar o código do sensor antigo para o novo?

Alguns sensores universais permitem. A Huf, por exemplo, informa que o IntelliSens aceita cópia da identificação do sensor antigo, o que ela chama de clonagem. Depende do sensor escolhido, e a cópia é feita com a ferramenta de TPMS.

Rodízio de pneus exige novo reaprendizado?

A Bartec cita o rodízio das rodas entre os momentos que pedem reaprendizado, ao lado da troca de sensor. O manual do carro diz se o seu modelo precisa e qual procedimento usar. Se a luz do pneu piscar depois de um rodízio, o sistema precisa ser lido.

O carro precisa rodar depois da programação?

Depende do tipo de reaprendizado. No automático, sim: o carro aprende rodando, por um tempo e uma velocidade mínimos. No estacionário e no via OBD, a Bartec descreve o procedimento com o carro parado, usando a ferramenta de ativação e, no segundo caso, também o scanner.

Comece pelo WhatsApp

Envie fotos das rodas e o modelo do carro. Quem responde é quem executa o serviço.

Butantã (Instituto de Previdência), zona oeste de São Paulo.

Enviar fotos no WhatsApp
Horário
Segunda a sexta, 8h às 18h. Sábado, 8h às 14h.
Ferrari Purosangue vermelha fosca com o farol aceso, na entrada da RM em dia de chuva