Sensor TPMS: o que é, o que significa e como funciona
TPMS é a sigla em inglês para sistema de monitoramento da pressão dos pneus. No sistema direto, cada roda tem um sensor de pressão preso à válvula, do lado de dentro, que mede a pressão e envia o dado por rádio para o carro. No sistema indireto não há sensor na roda: o carro compara a rotação das rodas, pelo ABS, para perceber o pneu murcho.

A peça que aparece na troca de pneu
Tem gente que só descobre que o carro tem sensor TPMS na hora de trocar pneu. O montador avisa que existe uma peça presa na válvula, do lado de dentro da roda, e pede cuidado. É o sensor de pressão do pneu. Ele faz parte do TPMS, o sistema que acende a luz do pneu no painel quando a pressão cai. Saber o que é e como funciona ajuda a entender o que fazer quando ele dá defeito.
TPMS significa o quê?
TPMS é a sigla de Tire Pressure Monitoring System, sistema de monitoramento da pressão dos pneus. A NHTSA, agência de segurança viária dos Estados Unidos, resume a função dele: avisar o motorista, com uma luz no painel, quando a pressão de um ou mais pneus está bem abaixo da recomendada.
No dia a dia, a sigla divide espaço com outros nomes. Sensor de pressão do pneu, sensor da roda, luz do pneu. Tudo isso fala do mesmo sistema. O que cada comportamento da luz quer dizer está em luz do pneu no painel.
Existem dois jeitos de fazer esse monitoramento, e eles funcionam de maneira bem diferente.
Sistema direto: um sensor em cada roda
No TPMS direto, cada roda tem um sensor instalado dentro do pneu. Segundo a NHTSA, ele mede a pressão, e em geral também a temperatura, e transmite os dados por rádio para um receptor no carro. A Michelin, no guia que publica em português, diz que a informação de pressão chega em tempo real por um sensor no pneu ou na válvula.
A vantagem é a precisão. A NHTSA afirma que o sistema direto consegue perceber perto de 20% de perda de pressão. Ele também pode mostrar a pressão de cada pneu e apontar qual está baixo.
Onde fica o sensor de pressão do pneu?
Em geral, preso à haste da válvula, do lado de dentro do aro. A NHTSA também registra sensores fixados no próprio aro. A válvula por onde você calibra o pneu é a mesma em que o sensor está preso. Por fora aparece só o bico com a tampa, e o corpo do sensor fica escondido dentro do pneu. A foto da capa mostra exatamente isso, com o pneu meio desmontado na máquina.
A haste pode ser de borracha ou de metal. A Autel, que fabrica sensores universais, oferece o mesmo sensor com as duas opções.
Por estar ali, o sensor pede atenção na troca de pneu. O montador precisa saber onde a válvula está antes de soltar o talão, para a máquina não pegar o sensor. Na desmontagem e na montagem, a posição da válvula em relação à ferramenta muda tudo.
O que o sensor mede e o que ele manda
Do sensor saem a pressão, em geral a temperatura e uma identificação própria. O carro guarda a identificação de cada sensor e só acompanha os que conhece. Por isso um sensor novo precisa ser programado no carro antes de funcionar.
O sinal vai por rádio. Esses sensores costumam transmitir em 315 MHz ou em 433 MHz, e a Autel declara as duas frequências no mesmo sensor universal.
E não tem fio chegando até ali. O sensor funciona com bateria própria, selada no corpo da peça. Quando ela acaba, a troca é do sensor inteiro.
Sistema indireto: sem sensor na roda
O TPMS indireto não tem peça nenhuma dentro do pneu. Ele usa os sensores de velocidade das rodas, os mesmos que o ABS e o controle de estabilidade já usam.
A Michelin explica a lógica: a velocidade de rotação aumenta quando o diâmetro da roda diminui por causa da pressão baixa. O pneu murcho fica um pouco menor, gira mais rápido que os outros, e o sistema lê essa diferença como perda de pressão.
A Schrader, fabricante de sensores, aponta o lado bom. Não há sensor extra, então o sistema custa menos e não existe bateria de sensor para trocar.
Quais as limitações do TPMS indireto?
A simplicidade tem contrapartida. As fontes citam quatro pontos:
- Avisa mais tarde. Segundo a NHTSA, os sistemas indiretos costumam perceber a perda só quando um pneu está cerca de 30% abaixo dos outros.
- Não enxerga perda por igual. Se os quatro pneus esvaziam juntos, não há diferença de rotação, e a NHTSA observa que o sistema não detecta.
- Só funciona rodando. A Schrader lembra que o indireto depende do carro em movimento para calcular.
- Pede recalibração. Depois de calibrar ou trocar pneu, o sistema precisa ser recalibrado pelo procedimento do manual. Sem isso, dá alerta errado.
Como saber se o seu carro tem sensor na roda?
O manual do proprietário diz qual sistema o carro usa. Outra pista aparece na troca de pneu: com o pneu desmontado, o sensor está lá, preso à válvula. Aqui na RM, com o modelo e o ano, a gente consegue dizer qual é o caso antes de o carro vir.
Também existem carros sem TPMS nenhum. Nesses, a luz do pneu simplesmente não existe no painel.
Quando o sensor dá defeito
O sensor é uma peça eletrônica que gira dentro do pneu, e uma hora pode falhar. Quando isso acontece, a luz do pneu costuma piscar ao ligar o carro e ficar acesa, mesmo com a calibragem em dia.
A RM lê o sistema com scanner, troca o sensor com defeito, vende o sensor compatível e programa o novo no carro. Como a oficina também faz recuperação de rodas e diamantação, a roda e o sensor podem ser resolvidos no mesmo atendimento. O serviço completo está na página do sensor TPMS.
Se o seu carro usa o sistema indireto, não existe sensor para trocar. Aí o caminho é pneu calibrado e a recalibração que o manual pede.
Fontes consultadas
- Tire Safety Ratings and Awareness (TireWise) · NHTSA
- TPMS: sistema de monitoramento de calibragem dos pneus · Michelin
- Direct TPMS Versus Indirect TPMS · Schrader TPMS Solutions
- MX-Sensor 1-Sensor (Rubber) · Autel
O que a RM faz
Leitura com scanner, troca, venda e programação do sensor TPMS, o sensor de pressão que fica dentro da roda. Avaliação pelas fotos, sem compromisso, na oficina do Butantã, São Paulo.
Perguntas frequentes
Respostas curtas para o que mais chega no WhatsApp da RM. Cada caso é confirmado na avaliação.
TPMS e sensor de pressão do pneu são a mesma coisa?
Quase. TPMS é o sistema inteiro, com a luz no painel e a central do carro. O sensor de pressão do pneu é a peça que fica em cada roda no sistema direto. No sistema indireto esse sensor não existe, e o carro usa a rotação das rodas para perceber a perda de pressão.
Todo carro tem sensor TPMS?
Não. Há carros com sistema direto, com sensor em cada roda, carros com sistema indireto, sem sensor, e carros sem TPMS. O manual do proprietário informa qual é o caso, e pelo modelo e ano do carro a oficina consegue dizer antes de qualquer serviço.
Dá para ver o sensor sem tirar o pneu?
Por fora aparece só a válvula, com a tampa, que é por onde o pneu é calibrado. O corpo do sensor fica preso a ela do lado de dentro do aro e só aparece com o pneu desmontado, como na foto do alto desta página.
O sensor TPMS mede a temperatura também?
Em geral, sim. A NHTSA descreve o sensor do sistema direto medindo a pressão e, na maioria das vezes, também a temperatura dentro do pneu, e enviando os dados por rádio para o carro. O que acende a luz do pneu, porém, é a pressão baixa.
O sistema indireto é pior que o direto?
Cada um tem seu lado. O indireto dispensa sensor e bateria, segundo a Schrader. Em compensação, a NHTSA aponta que ele costuma avisar só perto de 30% de diferença entre os pneus e não percebe quando os quatro perdem pressão juntos. O direto mede a pressão de cada pneu.
